PROGRAMA LIDER DEFINE PROJETOS PARA FOMENTAR O DESENVOLVIMENTO REGIONAL

28 de Março de 2019

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Com o tema institucionalização e governança do desenvolvimento da região, o 8º encontro do Programa Liderança para o Desenvolvimento Regional (LIDER) visou apresentar, nessa semana em Chapecó, os projetos dos sete eixos elencados como prioritários pelos grupos participantes: gestão pública, agronegócio, educação, infraestrutura, inovação e industrialização, saúde e turismo. A iniciativa é do SEBRAE/SC em parceria em parceria com a Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (AMOSC).

A partir de agora, os projetos serão redefinidos com base em indicadores e com implementação de monitoramento de sua aplicação. O LIDER tem etapas previstas até 2020 e terá dois fóruns foram neste ano – um em julho e outro em novembro. “Nesse período consolida-se o modelo de governança e refinamento dos projetos para sua execução cujos resultados serão avaliados. As lideranças e participantes atuam como conectores com a sociedade de acordo com as propostas de cada grupo”, explicou gerente regional Oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani.

Sobre os projetos, o grupo de Industrialização e Inovação representado por Sérgio Matte e Sérgio Mello focou em iniciativas como a inserção de incubadoras em alguns municípios, educação empreendedora e tecnológica; além de ações para divulgação regional para atração de empresas e investimentos, entre outros. Segundo eles, durante os oito encontros vários debates foram realizados para elencar os objetivos e trabalhar nas ações visando atingir os resultados em médio e longo prazo. “A região precisa de um movimento nesse sentido. É algo inovador e, à medida que conseguirmos implantar de maneira adequada, teremos os resultados que esperamos em relação às metas para 2025, 2035 e 2040”, complementou Andreia Fatima Trichês que integra o grupo e representa a comunidade.

O eixo infraestrutura foi apresentado pelos representantes Vincenzo Francesco MastrogiacomoRafael Piva que destacaram entre as prioridades projetos que visam a ampliação da capacidade do aeroporto regional de Chapecó, bem como a manutenção, segurança e melhoria de rodovias, iniciativas na área de energia, implantação do modal ferroviário na região, entre outros.

Elmo Zanchet e Elizangela Taffarel de Castro destacaram o planejamento estratégico do grupo do eixo saúde. Ao mencionarem a importância do segmento, realçaram as fragilidades como, por exemplo, grande demanda de média e alta complexidade que dependem de 90% dos serviços credenciados no consórcio, municípios submissos a vontade dos prestadores que ditam as regras dos serviços, quantidade ofertada que não supre a demanda, entre outros. Os projetos elencados pelo grupo incluem o aprimoramento da atenção especializada, implementação da saúde mental e promoção da atenção integral à saúde do idoso.

Paulo Utzig e Mara Santa Catarina explanaram as ações do eixo gestão pública. Os objetivos estratégicos incluem incrementar a receita própria dos municípios, melhorar a produtividade e a eficiência do serviço público com transparência e defender um novo pacto federativo com melhor distribuição dos recursos públicos (desburocratizar, otimizar processos e o gasto público); além de exigir a definição das competências dos entes federativos (união, Estados e municípios).

O eixo de turismo foi relatado pelos representantes do grupo Rodrigo Conci e Branca Rubas. Segundo eles, os objetivos estratégicos são desenvolver uma rota que contemple os alagados das usinas de pequeno porte da região Oeste, capacitações voltadas aos gestores do trade turístico e profissionais da área; reestruturação do Mercado Público Regional e iniciativas que atraiam mais turistas para a região Oeste.

Agronegócio foi o eixo apresentado por Imar Roque e Alcides Ziglioli que representaram os demais componentes do grupo. Eles priorizaram atuar de forma permanente junto para gerar investimentos e viabilizar políticas públicas que visem aumentar a capacidade de estocagem para suprir a demanda nos próximos 10 anos. Outra ação está relacionada à Agricultura Familiar e objetiva manter e melhorar seu modelo, transformar um significativo percentual das propriedades rurais em modernas e diversificadas matrizes produtivas, bem como criar espaços de qualidade de vida e bem-estar, entre outras.

Por fim, Dimar Bareta apresentou as prioridades do grupo que trabalha no eixo educação. Após relatar problemas como a carência de planejamento financeiro e falta da cultura de empreendedorismo, a discrepância de conhecimento em inclusão digital, entre outros, ele ressaltou que o objetivo é trabalhar projetos que foquem nas soluções efetivas destinado à educação básica, Educação e inclusão digital para o ensino médio e Programa multicêntrico de doutorado interinstitucional para a instituição de ensino superior.


Fonte: AMOSC